Círculo Psicanalítico de Pernambuco

Círculo Psicanalítico de Pernambuco

Uma breve introdução

Em setembro de 1975, o Círculo Psicanalítico de Pernambuco – CPP – iniciou suas atividades como Grupo de Estudos Psicanalíticos de Pernambuco, filiado ao Círculo Brasileiro de Psicanálise, consolidando-se como uma das primeiras instituições de Psicanálise do Estado de Pernambuco.

Para compreendermos os princípios que norteiam o CPP, vale a pena conhecer um pouco da história e da trajetória desta Instituição, que completou 50 anos em 2025.

Por volta dos anos 1973/74, os psicanalistas com experiências e formações diferentes, mas igualmente interessados em prosseguir no estudo da Psicanálise, reuniram-se e criaram um espaço de estudo e discussão clínica denominado “Grupo Informal”. É a partir desse movimento que resultam as primeiras instituições de psicanálise em Recife e, dentre elas, o CPP.

Em 1978, o Grupo de Estudos Psicanalíticos de Pernambuco passa a ser vinculado ao Círculo Brasileiro de Psicanálise – CBP, como uma das UI – Unidades Independentes, Círculo Psicanalítico de Pernambuco.

O Círculo Brasileiro de Psicanálise estava ligado a duas instituições internacionais: o Círculo Vienense de Psicologia Profunda, com sede em Viena, fundado em 1947 por Igor Caruso, e à IFPS – Fórum Internacional da Psicanálise, fundado em Amsterdam, em 1962, por Eric Fromm, René Spitz, Igor Caruso, entre outros. O CPP e a Federação CBP permaneceram ligados a essas instituições até 1999. O CPP não renovou sua filiação diretamente ao IFPS, nem ao Círculo Vienense.

Em 1986, depois das amplas consultas aos seus cinco Círculos, o CBP tornou-se um Órgão Federativo, com cinco sociedades federadas. A partir dessa reorganização, as federadas do CBP ganharam plena autonomia sobre sua organização e formação psicanalítica, apenas regidas pela Carta de Princípios elaborada em comum e aceita por todos. O CPP permanece como federada até 2018, quando se desliga do CBP.

Essa marca da pluralidade de formação e de visões sobre a psicanálise é até hoje um dos princípios que orientam todas as nossas atividades e ações. Compreendemos que esta é a condição para manter a instituição viva e com uma produção de conhecimento em permanente construção, marcada por uma posição crítica de seus participantes. Entendemos que essa dimensão plural do espaço institucional é um dos pilares do nosso enquadramento, suporte indispensável para a liberdade de pensamento e para o processo de subjetivação do analista de forma singular.

A programação que apresentamos reflete essa posição através da diversidade dos temas abordados, das áreas de saber contempladas, das diferentes formações e visões dos convidados para as nossas atividades científicas em seus vários formatos.